Brasil

Semana em pauta: Brasil sob escrutínio, comércio & clima na mesa global e o POD ganhando tração

1) Brasil — Justiça em alta voltagem, comércio em reabertura e economia criativa que gera demanda real

 


O Brasil atravessou uma semana de tensão institucional. Em 11 de setembro, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe e outros crimes vinculados ao período pós-eleitoral de 2022. Para quem defende freios e contrapesos robustos, o caso recoloca na vitrine três questões centrais: (i) segurança jurídica, (ii) proporcionalidade de pena e (iii) previsibilidade do processo. A defesa já sinalizou que recorrerá, e o debate público deve permanecer intenso. Em termos econômicos, incerteza prolongada costuma afetar percepção de risco e custo de capital; por isso, instituições previsíveis e respeito a garantias processuais interessam diretamente a quem investe, produz e exporta. 


No front comercial, uma notícia objetiva e imediatamente pró-mercado: a União Europeia reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária, abrindo retomada gradual das exportações de frango — cadeia que puxa rótulos, embalagens, materiais logísticos e sinalização. Fornecedores do ecossistema gráfico que atendem proteínas e varejo associado devem preparar lotes padronizados, etiquetas resistentes e kits de embarque. 


Já a economia criativa presencial mostrou sua força: São Paulo recebeu a abertura da temporada da NFL 2025Chargers 27 x 21 Chiefs — num evento que mobiliza grande formato, wayfinding, press kits, hospitality e merchandising. Para gráficas, é um lembrete de que experiências físicas continuam decisivas para marcas globais e parceiros locais. 


Em síntese (viés pro-mercado): estabilidade institucional, regras claras e sanidade regulatória reduzem custo Brasil; reconhecimento sanitário e pauta de eventos aumentam demanda por impressão (do rótulo à lona). O melhor antídoto contra ruído político é segurança jurídica — condição para investimento, emprego e exportação.

 


 

 

2) Mundo — Clima & comércio: menos ruído ideológico, mais regra aplicável

 


A diplomacia brasileira avançou duas frentes complementares:

 

  • Tropical Forest Finance Facility (TFFF). Proposta de US$ 125 bilhões para remunerar quem preserva floresta tropical, com desenho de “endowment” (recursos soberanos + capital privado), métrica por hectare conservado e governança internacional. Para empresas, é um convite a ESG com lógica econômica — metas, preço e retorno. O lançamento é esperado para a COP30, em novembro, no Brasil. 

  • Fórum clima & comércio. Articulação brasileira para criar um espaço formal onde países discutam impactos de tarifas de carbono, barreiras verdes, regras de origem e mecanismos de compensação — um vazio que OMC e COPs ainda não preencheram. Mais previsibilidade regulatória reduz custo de conformidade e protege quem compete limpo. 

 

Para a indústria de impressão, essas agendas importam por três motivos: (1) traçam requisitos de rotulagem e reporte (papel, tintas, certificações), (2) destravarem investimento quando há retorno mensurável e (3) padronizam mercados, evitando surpresas alfandegárias que corroem margem.

 


 

 

3) Estados Unidos — Inflação sobe, mas ciclo de afrouxamento segue no radar

 


O CPI de agosto apontou 2,9% a/a (núcleo 3,1%), com avanço mensal de 0,4%. Pressões vieram de serviços (viagens, hotelaria, abrigo), enquanto bens seguiram mais comportados. Mesmo assim, o mercado ainda precifica cortes do Fed, de olho na desaceleração do mercado de trabalho. Para operações brasileiras com clientes ou fornecedores nos EUA, o recado é pragmático: cautela tática com uma tendência de alívio ao longo do semestre — e atenção aos efeitos de tarifas sobre insumos. 


Na prática: quem precisa atualizar parque gráfico (impressoras digitais, acabamento, softwares RIP) encontra janela razoável para planejar CAPEX, sem perder de vista câmbio e prazos de entrega.

 


 

 

4) Mundo gráfico — Integração, desempenho e padrões que viram margem

 


Integração Hostinger + Printful. Para quem ainda não testou print-on-demand (POD) com loja própria, a integração reduz barreiras de entrada: abre-se um site com AI Builder, conecta-se ao catálogo da Printful e opera sem estoque — o suficiente para testar nichos sazonais ou coleções cápsula com risco baixo. 


CalderaRIP 18.2. A nova versão foca performance, estabilidade e correções relevantes, com changelog público e presença anunciada na PRINTING United (22–24/10, Orlando). Menos fila, menos travamento e menor retrabalho viram margem — principalmente quando o portfólio inclui grande formato e prazos curtos. 


Padrões técnicos. A agenda Fogra/Ghent Workgroup volta ao radar: preflight, PDF/X e perfis ICC são “peças invisíveis” que evitam refação. Revisar checklists agora é ganhar fôlego antes do pico de fim de ano. (Nota: acompanhe comunicados da Fogra e do GWG para alinhamento fino.)

 


 

 

5) Campanhas que merecem decupagem (e inspiram PDV/OOH)

 

 

  • BetMGM — “Make it Legendary” (Jon Hamm). Reposicionamento com estética premium e narrativa cinematográfica, migrando do discurso de “odds/promo” para experiência de marca. Em PDV, isso pede papéis com toque, laminação fosca, UV localizado e OOH de direção de arte limpa. 

  • T-Mobile for Business — “SuperMobile” (Kevin Bacon). B2B sem cara de manual: mensagem simples, rosto conhecido e promessa clara. Tradução direta para kits modulares (folders, cards, displays de mesa), além de grande formato com ênfase em legibilidade e contraste. 

  • Diane von Furstenberg — Fall 2025. Consistência on/off com fotografia que privilegia textura e cor; terreno fértil para lookbooks curtos, catálogos e tags bem acabadas. Uma aula de coerência visual entre mídia digital e materiais físicos. 

 


Operacionalizando no chão de fábrica: crie “receitas de produção” para cada linguagem visual (premium, pop, minimalista), de modo que atendimento e PCP selecionem padrões de papel, laminação e verniz com um clique.

 


 

 

6) O que mais vende no POD — o “seis de ouro” (e por quê)

 


Relatórios recentes de Shopify e Printful convergem:

camisetas lideram com folga (apelo universal + preço + fotos que performam), seguidas por canecas, posters/quadros, capas de celular, tote bags e hoodies. Esses itens equilibram margem, fotografia e presenteabilidade — perfeitos para tráfego de redes. 


Como aumentar ticket sem dor:

 

  • Bundles (ex.: camiseta + caneca + cartão de arte);

  • Edições numeradas (com indicação no próprio impresso);

  • Cortes de prazo com upcharge transparente (produção expressa).

 

 


 

 

7) Influência que converte — quem falou de produto gráfico

 


O criador Ryan Hogue publicou nas últimas horas um tutorial de Etsy para POD focado em dobrar margens (posicionamento, preço, escolha de produto). É conteúdo prático para planejar Q4 (Halloween → Black Friday → Natal) e organizar calendário de lançamentos por cápsulas. 


Ação rápida para sua equipe: traduza o roteiro do vídeo em um checklist interno (produto, arte, listagem, fotos, prazo) e rode um sprint de 7 dias com 3 coleções cápsula, mensurando conversão por bundle.