gestão de cores

Resumo Wl Impressões da Semana: do papel certo ao ROI medido

1) Papel e gramatura: a base que sustenta a experiência

 

O tema abriu a semana com um consenso: papel é estratégia, não detalhe. Couchê para imagens com contraste e brilho; offset para leitura, escrita e carimbos; especiais (texturas e cores) quando o objetivo é “premium instantâneo”. Regra prática que ganhou força: 90–120 g/m² para miolos/folhetos; 250–350 g/m² para cartões e capas; acima disso, quando a peça precisa “ficar em pé” na mesa do cliente.

Para aplicar já: defina o objetivo da peça, o contexto de uso e a sensação desejada (leve, robusta, aveludada). A gramatura vem como consequência.

 

2) Acabamentos que vendem: BOPP soft touch, UV localizado e hot stamping

 

Falamos de percepção de valor — e o trio de ouro reapareceu:

  • Soft touch para toque aveludado e proteção.

  • UV localizado para destacar logos e chamadas sobre fundo fosco.

  • Hot stamping quando a peça precisa de luxo imediato (foil metálico/holográfico).

    Insight-chave: menos é mais. Escolha um acabamento protagonista e deixe os demais como coadjuvantes.

 

3) Cores consistentes: o branding que não “oscila”

 

Reforçamos a rotina que evita surpresas: trabalhar em CMYK com perfil ICC definido, calibrar monitores e, em tiragens críticas, aprovar prova de cor.

Rotina vencedora: um perfil padrão por tipo de papel; tudo que sair do trilho volta ao perfil acordado. Simples, previsível, escalável.

 

4) Pré-impressão sem retrabalho: os 4 mandamentos

 

  1. Sangria de 3 mm em todo o perímetro.

  2. Margens de segurança para não “comer” texto no refilo.

  3. Preto correto: texto a 100% K; chapados com rich black.

  4. PDF/X com preflight (cheque fontes, overprint, resolução).

    Resultado: menos refações, prazos cumpridos e custo sob controle.

 

5) Personalização (VDP): a peça que fala com cada pessoa

 

Dados variáveis não são modismo — são eficiência. Nome, região, QR exclusivo, até imagem por segmento. A mala direta deixa de ser genérica e vira conversa.

Como medir: compare a versão personalizada vs. controle. Se a taxa de resposta e o ticket subirem, você tem argumento para ampliar o investimento.

 

6) Print on Demand: estoque leve, time-to-market rápido

 

Outra pauta forte: produzir na medida do necessário. Pequenos lotes para pilotos, eventos e sazonalidades reduzem obsolescência e mantêm o caixa saudável.

Quando usar: lançamentos, rótulos com atualizações frequentes, catálogos com linhas que mudam.

 

7) ESG com lastro (sem greenwashing)

 

O público valoriza — e cobra — responsabilidade ambiental. A conversa da semana foi objetiva: FSC/PEFC para rastreabilidade e comunicação transparente em rótulos/peças.

Narrativa honesta: explique a origem do papel, o processo e o descarte. Sem exageros, com fato.

 

8) Do impresso ao digital: QR + UTM + GA4

 

Fechamos o círculo com mensuração. QR codes levam ao digital; UTMs identificam a campanha; GA4 mostra o caminho até a conversão.

Modelo de UTM indicado: utm_source=peça&utm_medium=qr&utm_campaign=campanha_mês&utm_content=oferta

KPIs de bolso: taxa de escaneamento, visitas, conversão por landing page, ticket médio e ROI.

 

9) Tendência premium: edge printing (bordas trabalhadas)

 

Bordas pintadas/estampadas viraram assinatura de edições especiais. Para livros, boxes e catálogos de alto valor, é detalhe que faz a peça virar objeto de desejo.

Quando considerar: tiragens comemorativas, colecionáveis e kits de imprensa.