acabamento premium

Radar WL — Novidades quentes da semana e como planejar 2026 sem jogar pequeno

Vamos direto: 2026 já tem “ponto de encontro” marcado e isso define onde buscar vantagem competitiva. FESPA Global Print Expo volta a Barcelona de 19 a 22 de maio de 2026 com recorte forte em personalização, wide-format e sinalização — palco perfeito para capturar hardware e materiais que “fotografam bem” (acabamentos premium que brilham no vídeo e puxam ticket).   Um pouco antes, interpack ocupa Düsseldorf de 7 a 13 de maio de 2026; é onde se enxerga a cadeia completa de processamento e embalagem, incluindo conversão, automação e sustentabilidade na prática. Se embalagem é canal de recompra, interpack é o farol.  Fechando o giro, Labelexpo Americas retorna a Chicago em 15–17 de setembro de 2026 (labels e flexíveis no centro do jogo) e PRINTING United Expo confirma Las Vegas em 23–25 de setembro de 2026 — foto ampla do setor: comercial, embalagem, software e acabamento. 


Enquanto isso, o noticiário técnico manteve o compasso: a WhatTheyThink reforçou o óbvio que poucos executam — inkjet de produção já puxa volume onde há versão curta e valor agregado; compramos produtividade, não só DPI.  No mesmo tom, análises recentes destacam automação e orquestração como alavanca de margem: menos mão em prepress, mais governança de PDF, menos reprocesso. É daí que vêm os pontos de EBITDA que pagam os upgrades. 


Sinal potente da semana: a Durst cravou a compra da callas software, dona do pdfToolbox. Tradução: o jogo sério está no workflow aberto, com preflight e automação como core, não “acessório”. Para quem vende (e imprime) premium, é a licença para prometer repetibilidade e cumprir.  Em paralelo, a EFI voltou a circular a análise de ciclo de vida (LCA) do Nozomi para corrugado: redução relevante de CO₂e versus analógico, impulsionada por JIT, menos refugo e LED curing — argumento técnico para clientes que cobram ESG com planilha, não com selo. 


No universo de rótulos e flexíveis, a HP Indigo segue empurrando fronteira com a 200K e a nova geração de V12/6K+ em labels/packaging; a cadência de lançamentos e centros de demonstração pelo mundo mostra que “digital mid-web” virou linha de produção, não curiosidade. Leitura tática: tiragens menores, muitas versões, lead time curto — e tudo conversando com o CRM. 


O que isso muda no seu 2026?

Primeiro, portfólio. Chega de vender peça como commodity. Embalagem e materiais de PDV precisam sair da categoria “custo” para “mídia mensurável”: QR dinâmico + UTMs + GA4 em todas as saídas, com landing ajustável por fase de campanha (esquenta → dia D → pós-venda). Isso permite operar novembro/dezembro como série de ondas, e repetir a lógica em datas sazonais de 2026 — de volta às aulas a Dia dos Namorados. (Sim, medimos tudo e mostramos lift.) Esse playbook está totalmente alinhado ao que os grandes fóruns internacionais vêm defendendo: versionamento + mensuração. 


Segundo, acabamento que performa. Soft touch para “produto que precisa aparecer bem em vídeo”, UV localizado para guiar olhar no CTA, foil quando a proposta é VIP. O debate global sobre “embellishment como receita” não é firula estética; é psicoeconomia aplicada ao omnichannel. Traga o discurso de performance para a página do produto, com exemplos reais e fotos — não esconda no rodapé. 


Terceiro, workflow com lastro. Se 2025 foi o ano do “vamos automatizar”, 2026 é o ano do “mostre-me os logs”. W2P capturando briefing/prova/pagamento, MIS/ERP calculando custo e capacidade, DFE cuidando de preflight/imposição/cor, e tudo retornando telemetria para custear de verdade. A compra da callas pela Durst só oficializa a tese: governança de PDF é estratégia comercial. Sem isso, promessa de prazo e qualidade vira fé — e a gente joga com dados, não com sorte. 

Plano tático para Q1/2026 (sem perfumaria):

— Janeiro: padronize UTMs e 100% dos QRs em versão dinâmica; catálogo de acabamentos com fotos de “antes/depois” no vídeo; ajuste de pricing por custo real (logs do DFE).

— Fevereiro: lance dois produtos VDP (ex.: cartão 1:1 e rótulo sazonal) com PDF/VT; publique case com lift vs. controle.

— Março: pré-FESPA com shortlist de 3 fornecedores (materiais, software, acabamento) e metas de redução de makeready/ refugo — chegue na feira para negociar, não para “descobrir”.


No fim do dia, o recado é simples: 2026 vai premiar quem vender resultado. O mundo está alinhado em três eixos — inkjet como padrão, workflow como estratégia, embalagem como canal — e as datas das grandes feiras deixam o caminho pavimentado. Cabe a nós transformar isso em linha de receita recorrente com processo, mensuração e narrativa clara.