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1) O que o mundo gráfico está dizendo
A leitura internacional converge: crescimento vem de produtividade + valor agregado. Nos EUA, a WhatTheyThink cravou o panorama de inkjet de produção para 2025 — tecnologia madura, migrando de “promessa” para “padrão” no comercial e no packaging. Tradução: mais versões, menos setup e espaço real para personalização escalável.
Em paralelo, análises de Keypoint Intelligence reforçam a tese de que visibilidade e automação (do orçamento ao despacho) elevam margem ao cortar retrabalho e paradas — especialmente em embalagens com prazos curtos.
No universo dos influenciadores que moldam o discurso global, Deborah Corn bate em três teclas: narrativa comercial clara, QR dinâmico como ponte para o digital e disciplina de linguagem de venda.
Pat McGrew segue como bússola em workflow e produtividade de inkjet: menos mito, mais governança e etapas mensuráveis.
E Morten Reitoft (INKISH) documenta a virada no mercado de rótulos/embalagens — produtividade e versões mandam no jogo (vide cobertura da Labelexpo Barcelona).
Tese para o fim de ano: invista no combo VDP + acabamento premium + mensuração (QR + UTM + GA4). É onde o dinheiro está.
2) Agenda 2026 — onde estar para não jogar pequeno
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interpack (Düsseldorf): 7–13 maio 2026. Termômetro máximo de processamento/embalagens; perfeito para mapear single-pass e soluções de converting.
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FESPA Global Print Expo (Barcelona): 19–22 maio 2026. Vitrine europeia para wide-format, sinalização e personalização.
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Labelexpo Americas (Chicago): 15–17 setembro 2026. Labels e flexíveis no centro; parque gráfico de altíssimo retorno por m².
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PRINTING United Expo (Las Vegas): 23–25 setembro 2026. A “foto” do todo: comercial, grande formato, packaging, software e acabamentos.
ExpoPrint Latin America 2026 já é um marco antes mesmo de acontecer. A feira confirma sua terceira fase de expansão e consolida-se como o maior evento de impressão das Américas.
A próxima edição ocorre de 24 a 28 de março de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, e marcará também os 20 anos de história da feira.
Use essas feiras como pipeline de decisão: shortlist de equipamentos/softwares antes, validação e negociação durante, rollout depois.
3) Otimização de base de dados com aderência à LGPD — o playbook enxuto
Objetivo: personalizar com responsabilidade e medir conversão sem risco jurídico.
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Base legal: para marketing direto, avalie consentimento (livre, informado e inequívoco) ou legítimo interesse com teste de balanceamento e salvaguardas. Documente a escolha.
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Transparência e oposição: política clara, opt-out fácil e registro das operações (quem coletou, quando, para quê). A LGPD é explícita no dever de informação.
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Cookies e tracking: banner honesto (sem dark patterns), categorias explicadas e preferências editáveis — a ANPD tem guia específico.
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Higiene da base: dedupe, normalização (nome, e-mail, CEP), enriquecimento mínimo necessário. Aplique retenção (apague o que não usa). Use UTMs para atribuição, não dados pessoais no link.
O resultado? VDP sem susto: CSV com campos padronizados, QR dinâmico com UTMs e GA4 lendo tudo em Aquisição — e você provando ROI do impresso sem extrapolar o escopo de dados. (Para “legítimo interesse”, siga o guia da ANPD e registre a avaliação).
4) Processos gráficos centrados que viram resultado — do PDF ao KPI
Margem nasce na pré-impressão. Adote especificações da Ghent Workgroup (GWG) para criação e preflight (PDF/X-Plus; discussão em curso rumo ao PDF 2.0/PDF/X-6). Isso derruba erro interativo, garante previsibilidade e reduz refação.
Para consistência de cor, alinhe-se ao ISO 12647 (conhecido no offset e cada vez mais usado como referência de comunicação em wide-format). Resultado prático: menos “ajuste de olho”, mais repetibilidade e conversa técnica madura com o cliente.
Feche o pipeline com automação (W2P → MIS/ERP → RIP/DFE): orçamentos e prazos realistas, fila visível, provas rápidas e logs de produção. Estudos recentes conectam diretamente visibilidade de workflow à melhora de margem — porque o que é visto, é gerido.
5) Tendências de fim de ano — onde capturar valor já
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Acabamento como mídia: soft touch para “premium que fotografa”, UV localizado para guiar o olhar do CTA, foil para “edição presenteável”. Conte isso na página do produto. A indústria inteira está elevando embellishment como alavanca de ticket.
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Packaging ≠ embalagem: é canal. Crie sleeves/caixas temáticas com QR de recompra em janeiro — consumidor já prefere papel por sustentabilidade e experiência.
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Inkjet no dia a dia: tiragens curtas e muitas versões. Prateleira gira, estoque não encalha. É o “tamanho certo” da impressão em 2026.
Fechamento prático
Para o cliente WL: produto que performa. Não vendemos “banner”, vendemos alcance mensurável; não vendemos “catálogo”, vendemos taxa de visita e venda assistida; não vendemos “embalagem”, vendemos recompra. A conversa global está madura — e a nossa operação, com LGPD em dia, GWG/ISO no pré-impressão e QR + UTM no front, entrega exatamente isso.