A gente precisa começar admitindo uma coisa: nos últimos anos, o papo de Black Friday ficou muito igual. Sempre a mesma rota — desconto, mídia paga, kit de divulgação. Só que 2025 veio com outra dinâmica. Os números da ABComm e de portais de e-commerce já cravaram que o online brasileiro deve bater na casa dos R$ 13 bilhões só na BF deste ano, quase 15% acima de 2024, mesmo com consumidor mais criterioso. Isso só acontece porque o evento deixou de ser um dia e virou uma temporada de ofertas ao longo de novembro — o famoso Black November. Quem entendeu isso primeiro? O varejo que opera omnichannel e já está planejando vitrine, ponto de retirada, live e campanha de CRM como uma coisa só. É aí que o material gráfico entra. sebrae.com.br+2E-Commerce Brasil+2
O que o varejo está pedindo agora não é “um banner de Black Friday”. É “como eu mantenho a loja conversando com o digital durante o mês inteiro”. A matéria da CNDL desta semana fala exatamente disso: quem souber alinhar preço competitivo, logística eficiente e experiência omnichannel personalizada vai capturar o consumidor e, principalmente, segurar esse cliente para depois. Tradução para o nosso mundo: a gráfica que só imprime não segura ninguém; a que imprime, integra e mede, essa fica. cndl.org.br
Tem um dado que quase passou batido, mas que para a Wl Impressões é ouro: fornecedores de embalagem e de impressão estão projetando aumento de até 120% na demanda por embalagens sustentáveis e personalizadas só por causa da Black Friday. Por quê? Porque o e-commerce percebeu que mais gente vai receber em casa e que, se a disputa é acirrada no anúncio, ela também é acirrada no unboxing. Caixas com arte temática, sleeves, tags e cartões com QR para cupom de recompra não são mais mimo; são peça de performance. Se a caixa entrega o QR que leva para uma landing de “desconto de dezembro”, o impresso acabou de virar mídia de retenção. É exatamente isso que os conteúdos mais recentes de embalagens para BF estão defendendo: embalagem é branding e é canal. Blog Klabin+2Blog Klabin+2
E falando em QR: 2025 praticamente acabou com a discussão se vale ou não vale pôr QR em material de loja. Vale — e virou esperado. Plataformas de QR estão recomendando uso de QR dinâmico em banners de BF, cartazes de corredor, wobblers e displays justamente porque o cliente está no físico, mas compra no digital. Você imprime hoje, direciona para a landing do “esquenta” e, no meio do mês, troca a URL do QR dinâmico para a oferta do “dia D”, sem reimprimir. Isso é música para o gestor de marketing que vive trocando criativo. E para a gráfica, é uma forma de vender o mesmo material com ticket maior, porque agora ele tem função de mídia e não só de decoração. Seriana+3QR Tiger+3QRCodeKIT+3
Mas tem uma camada que quase ninguém está explorando e que a gente pode puxar no blog desta semana: a BF 2025 será a mais filmada, fotografada e postada dos últimos anos. E-commerce Brasil já está dizendo que vídeo será decisivo para alavancar as vendas da Black Friday, porque vídeo tira dúvida, passa confiança e mostra o produto “real”. Se o lojista vai estar em live, Reels, Shorts e TikTok, as peças impressas da gráfica precisam ter cara de cenário de campanha, não de peça genérica. Soft touch em catálogo, UV localizado em cartaz de oferta, hot stamping em box de edição especial, tudo isso aparece bem em vídeo e cria a sensação de que aquela promoção é “maior” que o desconto em si. Quem vende impressão tem que vender também “peça que performa em vídeo”. E-Commerce Brasil+1
E aí entra um truque que quase ninguém associa à Black Friday: VDP. Quando a gente fala de dados variáveis, todo mundo pensa em mala direta de banco. Só que, num novembro de altíssima concorrência, imprimir 5.000 cupons iguais é muito menos inteligente que imprimir 5.000 cupons com QR e cupom diferente, amarrado no GA4 por UTM. Você manda para bairros diferentes, lojas diferentes. E no painel você vê o que converteu. As tendências de marketing para 2025 estão batendo forte em personalização e uso de dados; dá para fazer isso no impresso também, e não só no e-mail. Busca Cliente+2revistalivemarketing.com.br+2
Agora, vamos ao insight mais sensível: o consumidor de 2025 está mais confiante, mas também mais “caçador de incoerência”. Meios & Mensagem mostrou que há uma queda na intenção de compra de eletrônicos e uma subida em moda, beleza e itens do dia a dia — ou seja, a pessoa vai comprar o que realmente usa. Se vai comprar o que usa, ela não quer ver “metade do preço” em uma peça impressa que não bate com o que está no site. Isso significa que a qualidade da informação que a gráfica imprime passou a ser parte da confiança da marca. Material com QR que leva para oferta certa, embalagem que explica prazo estendido e cartão que mostra política de troca são peças de experiência do cliente, não só de vitrine. Meio e Mensagem
Então como é que a Wl Impressões pode surpreender o público esta semana? Contando essa história não do ponto de vista do “imprima seus materiais”, mas do ponto de vista do operar novembro. Novembro 2025 vai ter três ondas: a do “estamos chegando” (materiais de aquecimento, catálogos, peças institucionais com QR dinâmico); a do “agora é o dia” (ponto de venda agressivo, embalagens temáticas, combos premium que aparecem bem em vídeo); e a do “não some” (cartões de recompra, embalagens com cupom, folheto de Natal já dentro da caixa da BF). A empressa que monta kits pensando nessas três ondas e já oferece tudo com rastreamento (UTM/QR/GA4) resolve um problema que o varejo está reclamando faz tempo: ter que ficar pedindo arte toda hora. cndl.org.br+1
No fundo, o recado é: Black Friday 2025 vai ser sobre quem consegue materializar a campanha, aqui a WL é imbatível. O digital vai continuar brigando por clique, mas a loja física, o unboxing e a embalagem personalizada vão ser o ponto de virada — e o próprio mercado de embalagem está dizendo que vai correr para atender isso. Se a gente se posicionar como a gráfica que já entendeu a BF estendida, que já trabalha com acabamento que aparece em video e que já entrega QR rastreável, a gente não entra na Black Friday como fornecedor de banner. A gente entra como infraestrutura visual da campanha. É outro lugar na mesa. CartaCapital+1